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São tiras ou histórias em quadrinhos japonesas, para meninas entre 12 e 17
anos. Essas HQs, nos dias atuais, são feitas por mulheres, desde
roteiristas,
editoras até arte-finalistas. São histórias feitas por mulheres, para
mulheres. Isso porquê as mangakas conhecem os medos, as fantasias, os anseios e
os desejos das leitoras, e adicionam todos esses ingredientes em seus mangás,
fazendo as leitoras
acharem personagens com que se identificam. Mas uma
importante contribuição masculina serviu para um boom no shojo mangá.
Ele foi Osamu Tezuka. Sua obra Ribbon no Kishi, ou conhecida e lançada
no Brasil por A Princesa e o Cavaleiro, pode ser considerada a base para
todos os shojos modernos. Osamu utilizou técnicas que já usava em seus
shonéns, como a linguagem cinematográfica, que é a forma como a história e
imagens são colocadas nos quadrinhos. E o próprio formato do quadrinho
também. Essa é mais uma característica do shojo: o layout diferenciado. São
quadros não lineares, com vários planos, diferentes fundos e que captam e
valorizam cada vez mais
uma emoção do que uma ação. Por isso é comum
encontrar quadros com os olhos da personagem principal em uma página exclusiva,
ou um sorriso captado em um único quadro. Isso é importante, porque a autora
pode não colocar bordas nos quadros, criando um ritmo de leitura mais dinâmico
quando quiser. Ou pode deixar a leitura mais lenta, para valorizar uma ação.
Outra característica dos mangás é o traço fino, e a forma com que os elementos
do fundo atuam com o personagem. Em um quadro onde há pequenos retângulos
envolta dos balões de fala, é alguma fala ou pensamento importante para a
personagem. Isso da mesma forma que a presença de sakuras (flores-de-cerejeiras) simbolizam a morte ou os samurais. Por isso, quando você
ver uma página cheia de flores de sakura, já sabe o que pode aparecer depois.
Os shojos mangás são publicados em revistas especializadas desde 1923. Essas
revistas mensais (como Nakayoshi, Kiss, Ribbon) podem ser publicadas a cada
semana, mensalmente, de 15 em 15 dias, bimestrais e semestrais. Existem também
os anuários e as publicações de uma série completa em pequenos volumes, ou
pocket books



